doce submissão
Lembro do dia que viajei de onibus e aquelas mãos me tocaram pela primeira vez.
Meus dedos, como se controlados por outro alguém, corriam por meus antebraços fazendo carinho.
Riscavam tatuagens em mim.
- sinto tanta saudade. - Ela me falou usando docemente minha própria voz.
E era tão agradável ouvir, que pedi a mim mesma para que continuasse a falar.
Os pensamentos corriam duvidosos do que acontecia.
- Se sou eu ou apenas você, pouco importa agora. Deixa que o amor te liberte.
Então beijei minha própria boca.
A lingua corria gostosamente pelo meu céu, sentindo seu gosto estrangeiro..
Nós de mãos dadas e a voz estrangeira repetia...
- Que saudade.
- Não tenha medo, pode falar por mim.
Do lado de fora, o onibus corria por paisagens de montanha.
O céu mostrava o fim da tarde.
- Dá sua mão aqui. -Alguma de nós disse a coçar o nariz. Que nem um cachorrinho.
E foi subindo.
Ondas de carinho desenhavam círculos em nossos olhos fechados.
Até meu coração pude sentir, entregue a aquele ser interior.
Dali em diante, meu corpo não era mais meu. Apenas me pertencia o sentir.
- Vem pra o fundo, ninguém vai ver a gente lá.
As pessoas nos olhavam e viam apenas a mim, uma louca andando pelo corredor a falar sozinha.
Rastros de prazer seguiam o caminho de suas mãos. Despertando minha tímida fera interior.
- Que linda, você. - De olhos fechados, sentia seus beijos em minhas mãos.
- Vem aqui. - Com o coração acelerado, abri a camisa até o meio e levei sua mão até lá. - Ninguém vai ver a gente não.
- Ta sem nada. - Sua voz era apenas um pensamento, ao mesmo tempo terno e obsceno.
Sílabas desconexas expressavam seu desejo ao me tocar. Procuravam, mas apenas achavam uma tecla de piano.
Minha mochila abafava meus gemidos e misturava nossas vozes.
- Pode descer. - Pedi, quase implorando.
Do piano, desenhos se fizeram, abstratos ladeira abaixo.
Até chegar na cintura.
- Não tenho o que você procura. - Segurei sua mão, para que não continuasse.
- Não importa. Ainda posso te levar ao céu.
Apertei os olhos, procurando seu abraço.
Sentia uma presença invisível e exterior a mim. E nela me envolvi.
Conversamos de mãos dadas pelo resto da viagem.
Naquela noite, em um quarto de hotel, bem distante de qualquer conhecido, me entreguei.
Deixei o vento entrar pelas janelas abertas, por onde se viam apenas nuvens.
- Faz de conta que esse lençol é o vidro de um aquário. - Falei, coberta dos pés a cabeça. As roupas lá no chão.
- Não diga mais nada, só me deixa continuar de onde parei.
A mão voltou a correr por minha barriga, me torturando na lentidão de um prazer que pedia pressa.
Os movimentos pararam de repente, ao tocar meu pelos pubianos.
- Escova e creme.
Não imaginava o que passava pela mente sombria daquela criatura.
E ri.
- O que é engraçado? Vamos, pega aquela escova de dentro da sua mochila.
- Você é louca. - Rimos gostosamente sem lembrar mais do que ríamos.
Lagarteando pelos lençóis, deslizei até lá e dei o que ela pedia.
- Vai pentear meus pelinhos?
- Essa posição é a melhor.
Só então descobri suas intenções ao me pedir a escova de cabelo e o creme.
Aquela mão dominadora segurou minhas nádegas com força. O cabo da escova dançava como uma língua por entre elas.
O corpo inteiro arrepiava com aquilo. No vai e vem leve.
- Faz em mim também. - Entre gemidos, ela me pedia, sentindo o mesmo prazer que eu.
Com o pensamento, dizíamos a trocar os papéis...
- Sou eu, sou você, somos nós duas ao mesmo tempo...
De começo, entrava e saía levemente. Forçava a entrada do anus, que ia cedendo aos poucos.
Não tinha mais a noção do tempo, naquela posição de barriga pra baixo, quase pendurada ao pé da cama.
Pareciam horas.
Um friozinho correu por mim ao sentir o cabo da escova entrar de vez até o fundo.
- Vem pra cá.
Subimos com a escova presa. Até deitar com a cabeça de lado no travesseiro.
Por um momento, foi como se fossemos realmente duas.
Senti o corpo lindo daquela moça gemer no vai e vem dos meus dedos e pedir mais.
Três dedos tocaram minha testa e o que restava de medo se foi.
- Goza junto comigo.
A escova entrava e saía com rapidez. Na frente, algo ao mesmo tempo que dava prazer, fazia enterrar meu rosto no travesseiro de vergonha.
A onda de prazer nos invadiu e gozamos.
Ri para mim mesma, me sentindo completa e dormi.
Meus dedos, como se controlados por outro alguém, corriam por meus antebraços fazendo carinho.
Riscavam tatuagens em mim.
- sinto tanta saudade. - Ela me falou usando docemente minha própria voz.
E era tão agradável ouvir, que pedi a mim mesma para que continuasse a falar.
Os pensamentos corriam duvidosos do que acontecia.
- Se sou eu ou apenas você, pouco importa agora. Deixa que o amor te liberte.
Então beijei minha própria boca.
A lingua corria gostosamente pelo meu céu, sentindo seu gosto estrangeiro..
Nós de mãos dadas e a voz estrangeira repetia...
- Que saudade.
- Não tenha medo, pode falar por mim.
Do lado de fora, o onibus corria por paisagens de montanha.
O céu mostrava o fim da tarde.
- Dá sua mão aqui. -Alguma de nós disse a coçar o nariz. Que nem um cachorrinho.
E foi subindo.
Ondas de carinho desenhavam círculos em nossos olhos fechados.
Até meu coração pude sentir, entregue a aquele ser interior.
Dali em diante, meu corpo não era mais meu. Apenas me pertencia o sentir.
- Vem pra o fundo, ninguém vai ver a gente lá.
As pessoas nos olhavam e viam apenas a mim, uma louca andando pelo corredor a falar sozinha.
Rastros de prazer seguiam o caminho de suas mãos. Despertando minha tímida fera interior.
- Que linda, você. - De olhos fechados, sentia seus beijos em minhas mãos.
- Vem aqui. - Com o coração acelerado, abri a camisa até o meio e levei sua mão até lá. - Ninguém vai ver a gente não.
- Ta sem nada. - Sua voz era apenas um pensamento, ao mesmo tempo terno e obsceno.
Sílabas desconexas expressavam seu desejo ao me tocar. Procuravam, mas apenas achavam uma tecla de piano.
Minha mochila abafava meus gemidos e misturava nossas vozes.
- Pode descer. - Pedi, quase implorando.
Do piano, desenhos se fizeram, abstratos ladeira abaixo.
Até chegar na cintura.
- Não tenho o que você procura. - Segurei sua mão, para que não continuasse.
- Não importa. Ainda posso te levar ao céu.
Apertei os olhos, procurando seu abraço.
Sentia uma presença invisível e exterior a mim. E nela me envolvi.
Conversamos de mãos dadas pelo resto da viagem.
Naquela noite, em um quarto de hotel, bem distante de qualquer conhecido, me entreguei.
Deixei o vento entrar pelas janelas abertas, por onde se viam apenas nuvens.
- Faz de conta que esse lençol é o vidro de um aquário. - Falei, coberta dos pés a cabeça. As roupas lá no chão.
- Não diga mais nada, só me deixa continuar de onde parei.
A mão voltou a correr por minha barriga, me torturando na lentidão de um prazer que pedia pressa.
Os movimentos pararam de repente, ao tocar meu pelos pubianos.
- Escova e creme.
Não imaginava o que passava pela mente sombria daquela criatura.
E ri.
- O que é engraçado? Vamos, pega aquela escova de dentro da sua mochila.
- Você é louca. - Rimos gostosamente sem lembrar mais do que ríamos.
Lagarteando pelos lençóis, deslizei até lá e dei o que ela pedia.
- Vai pentear meus pelinhos?
- Essa posição é a melhor.
Só então descobri suas intenções ao me pedir a escova de cabelo e o creme.
Aquela mão dominadora segurou minhas nádegas com força. O cabo da escova dançava como uma língua por entre elas.
O corpo inteiro arrepiava com aquilo. No vai e vem leve.
- Faz em mim também. - Entre gemidos, ela me pedia, sentindo o mesmo prazer que eu.
Com o pensamento, dizíamos a trocar os papéis...
- Sou eu, sou você, somos nós duas ao mesmo tempo...
De começo, entrava e saía levemente. Forçava a entrada do anus, que ia cedendo aos poucos.
Não tinha mais a noção do tempo, naquela posição de barriga pra baixo, quase pendurada ao pé da cama.
Pareciam horas.
Um friozinho correu por mim ao sentir o cabo da escova entrar de vez até o fundo.
- Vem pra cá.
Subimos com a escova presa. Até deitar com a cabeça de lado no travesseiro.
Por um momento, foi como se fossemos realmente duas.
Senti o corpo lindo daquela moça gemer no vai e vem dos meus dedos e pedir mais.
Três dedos tocaram minha testa e o que restava de medo se foi.
- Goza junto comigo.
A escova entrava e saía com rapidez. Na frente, algo ao mesmo tempo que dava prazer, fazia enterrar meu rosto no travesseiro de vergonha.
A onda de prazer nos invadiu e gozamos.
Ri para mim mesma, me sentindo completa e dormi.
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