minha história
Não me lembro muito da minha infância, vivi numa fazenda, no interior da Bahia junto com meus irmãos. Por eu ser muito bonita, um dia o barão Alberto Soledade me pegou pra criar. Minha mãe me deu sem nem pensar.
Fui embora para ilhéus, bem longe de onde morei. Para ser domesticada por ele, um homem que não era nada doméstico. Seus modos eram piores do que os meus.
Só por ser branco, achava que era superior.
O tempo foi passando, fui crescendo e ele achou de me abusar.
Começou a fazer ozadia de branco comigo até o dia que inventou que eu ia casar com ele.
Não gostei nada da idéia. De esposa só tinha o nome, porque era mesmo empregada dele.
De noite me usava pra suas nojeiras.
Um dia ele me manda ir entregar uns papel na casa de um outro barão que chegava na cidade. Chegava de Minas Gerais, o barão Fernando Vieira.
Lá eu conheci uma senhora muito bonita, a esposa dele.
Chamava Elenice Vieira.
Aquela Elenice era muito saída. Gostava de sacanagem que nem os outros brancos.
Só que ela era gente boa.
Um dia ela achou de vir pra cima de mim. Tentar me pegar que nem homem. Eu corri.
Foi uma segunda vez.
Uma terceira.
Na quarta eu até gostei. E tomei raiva daquele Alberto.
Mas tudo tinha que ser escondido.
Mulher com mulher, não dava o que prestasse. Nem escondido podia. Era coisa de doente.
Ela queria sair comigo de braço dado pela praia. Queria passear comigo que nem marido e mulher.
Eu corria dela.
Até que fui aprendendo a gostar e me apaixonei.
Nunca tinha sentido aquilo antes.
Aquela moça bonita, toda educada, altona. Fez eu gostar.
Ficava pelos cantos sonhando com ela. Suspirando escondido.
Aquele Alberto, quando descobrisse...
Não ia gostar nada.
Ainda mais que era casada com um amigo dele. Que ia fazer negócio.
Pois eu não estava nem aí. Queria mesmo era aproveitar.
Pois fui atrás dela e pedi na frente de todo mundo que fosse comigo lá em casa. Pra aproveitar.
Ela ficou vermelha, branca, quase desmaia no meio daquela gente toda. Me puxou de canto e me deu uma bronca que nunca mais esqueci.
Eu como não tinha nada a ver com história de branco, insisti outra vez.
E ela começou a correr de mim. Fugia dizendo pra os outros que eu era doida.
Se escondia quando eu ia procurar.
Até que cansei e aceitei as coisas do jeito dela.
Chamei ela pra conversar. A gente andou pela praia. Conversou muito o dia todo.
Pela primeira vez andamos de braço dado. Nem uma nem a outra tinha medo de mais ninguém.
Até que ela voltou pra a casa dela e eu pra a minha.
Os dias foi passando.
Ela viajava pra Minas, voltava pra cá.
Levamos dois anos nessa brincadeira escondida.
Chegou um dia que Alberto chamou um monte de gente lá pra casa.
Até Fernando foi.
Tava todo mundo na mesa tomando café.
E o fogo foi me espetar por debaixo da mesa.
Puxei ela pra o quarto e nos amamos ali.
Naquela chuvinha de começo de noite. Tudo bem bonito.
No escurinho meio clareado.
O povo nem desconfiava de nada.
Uma hora vejo Alberto chegando.
Deu nem tempo de esconder. A gente dentro do quarto e ele do outro lado da parede, do lado de fora.
Ouviu minha voz e foi ver o que eu tava fazendo na cama dele.
Quando bati a janela, ele bateu do outro lado. Ele tinha mais força do que eu, quase quebra meu braço empurrando a janela pra cima de mim.
Puxou a arma do bolso e me acertou um tiro no ombro.
Só vi o brilho do fogo e o braço queimando.
Fiquei sem força nenhuma. Ele chutou a porta e encheu Elenice de bala. Ela não conseguiu nem acordar direito.
Já acordou tomando tiro e depois ele foi de facada pra cima dela.
Eu chorei e comecei a gritar. Ele me encheu de tapa.
Enrolou o corpo dela em um lençol e sumiu de noite.
Fiquei lá cheia de sangue. Até que o povo veio me socorrer.
Ele ficou uns dias sumido.
Quando voltou, me viu de braço enfaixado. Muito triste.
Mandou até os médico tirar a bala pra ver se melhorava, porque começou a inchar e ficou preto.
A bala doeu mais pra sair do que pra entrar. Tinha aqueles ferro todo que dava medo. Uns ferro grande que cortava meu braço, procurando os pedaço lá dentro.
Fui tomando raiva dele, tomando raiva. Até que resolvi que ia colocar tudo que era porcaria na comida dele. Bosta de cavalo, prego, lama, coco de gato. Só não coloquei veneno porque não sabia o que era. Imagina uma nega pedindo veneno, iam logo desconfiar.
Pois ele foi secando, ficando fraco.
Deu dois anos e ele ficou tão fraco que quase não conseguia mais andar.
Nesse tempo todo eu chorosa, não sabia nem do corpo dela. Nem podia perguntar. Quem sabia o que ele podia fazer comigo?
Ele foi morrendo de manhãzinha, sentado em uma cadeira. Parecia que nem sofreu nada. Perguntei cadê o corpo dela? E ele nem falou. Já ia morrer mesmo.
Nisso eu fiquei grávida dele.
Tive uma filha bonita. Que todo mundo me ajudou a cuidar.
Coloquei o nome dela Elenice. Em homenagem a outra Elenice mesmo.
Por esses tempos, volta Fernando pra saber do paradeiro dela.
Alberto disse pra todo mundo que ela tinha fugido com outro homem. Eu fiquei possessa com aquela mentira.
E como eu ia contar, se a história me colocava no meio?
Pois não contei.
Seu Fernando cuidou de mim quando soube que Alberto tinha morrido. Foi tão bom comigo, do mesmo jeito que a esposa foi.
Terminei colocando pra fora a história toda. Isso me acabando de chorar, com medo de que ele até me matasse. Mas também contei que ela não tinha culpa, que eu comecei tudo. Que Alberto me tratava mal, que agarrei ela porque não sabia o que era bom.
Ele foi tão bondoso que terminou querendo me tirar dali. Quis me levar pra Minas pra a gente esquecer aquela história toda. Nem eu nem ele ia voltar mais nunca ali.
Coisa de dias e a gente ia embora.
Pouco tempo antes de a gente ir. Olha o estalo que me vem. Os boi passeando pelo curral. Veio aquela coisa na cabeça, pensei Alberto escondeu alguma coisa ali.
E não é que encontrei o corpo de Elenice no meio daquela lama?
Ele tinha escondido ali pra os boi pisar por cima e não deixar marca de pá. Ninguém nunca ia descobrir se não fosse aquele estalo meu.
Quis fazer um funeral bem bonito pra ela. Uma festa. Gastar o dinheiro quase todo daquele velho pra ela terminar bonita.
Pude nem ficar pra assistir. Fernando me levou embora pra eu não precisar passar por mais sofrimento.
O carro foi indo pela estrada enquanto o velório acontecia.
Isso eu tinha 27 anos.
O carro tremia pela estrada, eu com minha filha já aprendendo a andar. Toda bonita. Tinha aquela coisa de branco.
Só que eu não ia deixar ela ser mal educada que nem eles. Ia criar ela nas Minas Gerais. Lá na fazenda do seu Fernando.
O tempo passou e fui aprendendo as coisas de lá.
As vezes dava aquela vontade de chorar porque queria aprender a ler. E botei na minha cabeça que só ia aprender com Elenice. Não teve ninguém que me colocasse uma letra na cabeça.
Nisso o tempo passou, minha filha cresceu. Me ensinou até umas contas. Mas não consegui.
Era burra que nem um animal.
Quando minha filha terminou os estudos, ela foi estudar na frança. Fiquei chorosa porque ia perder mais uma Elenice. Minha filha era bonita, alta que nem o pai. Só que bem mais bonita que ele, tinha cor. Olho azul e pele preta, menos preta do que a minha. E tinha elegância.
O carro foi correndo pela estrada de chão. Isso já era 1947.
Eu corri chorando e risquei o nome dela na árvore com uma faca.
Elenice.
E um coração em volta.
Aquela arvore ia ser minha lembrança das duas.
Fiquei uns anos sem ter noticia da minha filha.
De vez em quando ela voltava lá e era uma festa.
Me corrigia, me dava bronca porque eu continuava mal educada. Só que tinha orgulho dela, chega a lágrima caía de ver aquela moça.
Os tempos foram passando e seu Fernando foi ficando velho.
Até que um dia acordei, olhei ele na cama do meu lado. Chamei e ele não respondeu mais.
Os negro falava mal dele porque não conhecia o tipo de branco que conheci.
Nos 20 anos que a gente morou na mesma casa e dormiu na mesma cama, ele não tentou nada comigo. Não triscou um dedo em mim. Me tratou que nem uma filha, aquelas amigas que a gente tem de vez em quando.
E os nego dali ficou feliz porque ele morreu. Porque depois, todo mundo ficou mais livre.
Por uns tempo tomaram conta da fazenda. Parecia que não existia mais branco. A gente fazia muita festa.
Eu já velha, lá pra 1960, os nego já nem morava mais lá. Era bem pouco os que quiseram ficar. Chega os primo dele e volta a tomar conta da fazenda.
Vou fazer o que?
Não sou branco pra brigar com branco. Tive que voltar pra o meu lugar.
Vivi mais 20 anos por ali. Voltei a morar com os nego na casa de criado.
Até morrer velhinha no meio deles.
Com 80 anos, bem tranqüila assistindo televisão.
Lá perto de 1980.
Fui embora para ilhéus, bem longe de onde morei. Para ser domesticada por ele, um homem que não era nada doméstico. Seus modos eram piores do que os meus.
Só por ser branco, achava que era superior.
O tempo foi passando, fui crescendo e ele achou de me abusar.
Começou a fazer ozadia de branco comigo até o dia que inventou que eu ia casar com ele.
Não gostei nada da idéia. De esposa só tinha o nome, porque era mesmo empregada dele.
De noite me usava pra suas nojeiras.
Um dia ele me manda ir entregar uns papel na casa de um outro barão que chegava na cidade. Chegava de Minas Gerais, o barão Fernando Vieira.
Lá eu conheci uma senhora muito bonita, a esposa dele.
Chamava Elenice Vieira.
Aquela Elenice era muito saída. Gostava de sacanagem que nem os outros brancos.
Só que ela era gente boa.
Um dia ela achou de vir pra cima de mim. Tentar me pegar que nem homem. Eu corri.
Foi uma segunda vez.
Uma terceira.
Na quarta eu até gostei. E tomei raiva daquele Alberto.
Mas tudo tinha que ser escondido.
Mulher com mulher, não dava o que prestasse. Nem escondido podia. Era coisa de doente.
Ela queria sair comigo de braço dado pela praia. Queria passear comigo que nem marido e mulher.
Eu corria dela.
Até que fui aprendendo a gostar e me apaixonei.
Nunca tinha sentido aquilo antes.
Aquela moça bonita, toda educada, altona. Fez eu gostar.
Ficava pelos cantos sonhando com ela. Suspirando escondido.
Aquele Alberto, quando descobrisse...
Não ia gostar nada.
Ainda mais que era casada com um amigo dele. Que ia fazer negócio.
Pois eu não estava nem aí. Queria mesmo era aproveitar.
Pois fui atrás dela e pedi na frente de todo mundo que fosse comigo lá em casa. Pra aproveitar.
Ela ficou vermelha, branca, quase desmaia no meio daquela gente toda. Me puxou de canto e me deu uma bronca que nunca mais esqueci.
Eu como não tinha nada a ver com história de branco, insisti outra vez.
E ela começou a correr de mim. Fugia dizendo pra os outros que eu era doida.
Se escondia quando eu ia procurar.
Até que cansei e aceitei as coisas do jeito dela.
Chamei ela pra conversar. A gente andou pela praia. Conversou muito o dia todo.
Pela primeira vez andamos de braço dado. Nem uma nem a outra tinha medo de mais ninguém.
Até que ela voltou pra a casa dela e eu pra a minha.
Os dias foi passando.
Ela viajava pra Minas, voltava pra cá.
Levamos dois anos nessa brincadeira escondida.
Chegou um dia que Alberto chamou um monte de gente lá pra casa.
Até Fernando foi.
Tava todo mundo na mesa tomando café.
E o fogo foi me espetar por debaixo da mesa.
Puxei ela pra o quarto e nos amamos ali.
Naquela chuvinha de começo de noite. Tudo bem bonito.
No escurinho meio clareado.
O povo nem desconfiava de nada.
Uma hora vejo Alberto chegando.
Deu nem tempo de esconder. A gente dentro do quarto e ele do outro lado da parede, do lado de fora.
Ouviu minha voz e foi ver o que eu tava fazendo na cama dele.
Quando bati a janela, ele bateu do outro lado. Ele tinha mais força do que eu, quase quebra meu braço empurrando a janela pra cima de mim.
Puxou a arma do bolso e me acertou um tiro no ombro.
Só vi o brilho do fogo e o braço queimando.
Fiquei sem força nenhuma. Ele chutou a porta e encheu Elenice de bala. Ela não conseguiu nem acordar direito.
Já acordou tomando tiro e depois ele foi de facada pra cima dela.
Eu chorei e comecei a gritar. Ele me encheu de tapa.
Enrolou o corpo dela em um lençol e sumiu de noite.
Fiquei lá cheia de sangue. Até que o povo veio me socorrer.
Ele ficou uns dias sumido.
Quando voltou, me viu de braço enfaixado. Muito triste.
Mandou até os médico tirar a bala pra ver se melhorava, porque começou a inchar e ficou preto.
A bala doeu mais pra sair do que pra entrar. Tinha aqueles ferro todo que dava medo. Uns ferro grande que cortava meu braço, procurando os pedaço lá dentro.
Fui tomando raiva dele, tomando raiva. Até que resolvi que ia colocar tudo que era porcaria na comida dele. Bosta de cavalo, prego, lama, coco de gato. Só não coloquei veneno porque não sabia o que era. Imagina uma nega pedindo veneno, iam logo desconfiar.
Pois ele foi secando, ficando fraco.
Deu dois anos e ele ficou tão fraco que quase não conseguia mais andar.
Nesse tempo todo eu chorosa, não sabia nem do corpo dela. Nem podia perguntar. Quem sabia o que ele podia fazer comigo?
Ele foi morrendo de manhãzinha, sentado em uma cadeira. Parecia que nem sofreu nada. Perguntei cadê o corpo dela? E ele nem falou. Já ia morrer mesmo.
Nisso eu fiquei grávida dele.
Tive uma filha bonita. Que todo mundo me ajudou a cuidar.
Coloquei o nome dela Elenice. Em homenagem a outra Elenice mesmo.
Por esses tempos, volta Fernando pra saber do paradeiro dela.
Alberto disse pra todo mundo que ela tinha fugido com outro homem. Eu fiquei possessa com aquela mentira.
E como eu ia contar, se a história me colocava no meio?
Pois não contei.
Seu Fernando cuidou de mim quando soube que Alberto tinha morrido. Foi tão bom comigo, do mesmo jeito que a esposa foi.
Terminei colocando pra fora a história toda. Isso me acabando de chorar, com medo de que ele até me matasse. Mas também contei que ela não tinha culpa, que eu comecei tudo. Que Alberto me tratava mal, que agarrei ela porque não sabia o que era bom.
Ele foi tão bondoso que terminou querendo me tirar dali. Quis me levar pra Minas pra a gente esquecer aquela história toda. Nem eu nem ele ia voltar mais nunca ali.
Coisa de dias e a gente ia embora.
Pouco tempo antes de a gente ir. Olha o estalo que me vem. Os boi passeando pelo curral. Veio aquela coisa na cabeça, pensei Alberto escondeu alguma coisa ali.
E não é que encontrei o corpo de Elenice no meio daquela lama?
Ele tinha escondido ali pra os boi pisar por cima e não deixar marca de pá. Ninguém nunca ia descobrir se não fosse aquele estalo meu.
Quis fazer um funeral bem bonito pra ela. Uma festa. Gastar o dinheiro quase todo daquele velho pra ela terminar bonita.
Pude nem ficar pra assistir. Fernando me levou embora pra eu não precisar passar por mais sofrimento.
O carro foi indo pela estrada enquanto o velório acontecia.
Isso eu tinha 27 anos.
O carro tremia pela estrada, eu com minha filha já aprendendo a andar. Toda bonita. Tinha aquela coisa de branco.
Só que eu não ia deixar ela ser mal educada que nem eles. Ia criar ela nas Minas Gerais. Lá na fazenda do seu Fernando.
O tempo passou e fui aprendendo as coisas de lá.
As vezes dava aquela vontade de chorar porque queria aprender a ler. E botei na minha cabeça que só ia aprender com Elenice. Não teve ninguém que me colocasse uma letra na cabeça.
Nisso o tempo passou, minha filha cresceu. Me ensinou até umas contas. Mas não consegui.
Era burra que nem um animal.
Quando minha filha terminou os estudos, ela foi estudar na frança. Fiquei chorosa porque ia perder mais uma Elenice. Minha filha era bonita, alta que nem o pai. Só que bem mais bonita que ele, tinha cor. Olho azul e pele preta, menos preta do que a minha. E tinha elegância.
O carro foi correndo pela estrada de chão. Isso já era 1947.
Eu corri chorando e risquei o nome dela na árvore com uma faca.
Elenice.
E um coração em volta.
Aquela arvore ia ser minha lembrança das duas.
Fiquei uns anos sem ter noticia da minha filha.
De vez em quando ela voltava lá e era uma festa.
Me corrigia, me dava bronca porque eu continuava mal educada. Só que tinha orgulho dela, chega a lágrima caía de ver aquela moça.
Os tempos foram passando e seu Fernando foi ficando velho.
Até que um dia acordei, olhei ele na cama do meu lado. Chamei e ele não respondeu mais.
Os negro falava mal dele porque não conhecia o tipo de branco que conheci.
Nos 20 anos que a gente morou na mesma casa e dormiu na mesma cama, ele não tentou nada comigo. Não triscou um dedo em mim. Me tratou que nem uma filha, aquelas amigas que a gente tem de vez em quando.
E os nego dali ficou feliz porque ele morreu. Porque depois, todo mundo ficou mais livre.
Por uns tempo tomaram conta da fazenda. Parecia que não existia mais branco. A gente fazia muita festa.
Eu já velha, lá pra 1960, os nego já nem morava mais lá. Era bem pouco os que quiseram ficar. Chega os primo dele e volta a tomar conta da fazenda.
Vou fazer o que?
Não sou branco pra brigar com branco. Tive que voltar pra o meu lugar.
Vivi mais 20 anos por ali. Voltei a morar com os nego na casa de criado.
Até morrer velhinha no meio deles.
Com 80 anos, bem tranqüila assistindo televisão.
Lá perto de 1980.
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