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Mostrando postagens de julho, 2017

+Alucarda+

-minha filha, guardo comigo historias dos seus dias. Quando meus pés já não caminhavam sobre a terra e os animais a vigiavam, torcendo por você. Quando os céus me levaram ao destino final. Um dia te contarei sobre suas próprias descobertas, sobre o mundo conquistado a sangue por suas mães e seu pai. Te contarei sobre a distancia que o sol e a lua percorreram após a minha partida, sobre os tempos difíceis da orfandade das duplas mães. O ódio que correu após, em seu sangue de criança, suavemente contra nosso ceifador. Lembro-me do estratagema que crescia entre seus brinquedos de criança. Os planos de morte contra seu pai. A tudo vi, intangível, do outro lado da vida. Lembro do nosso ceifador a tentar domar sem sucesso seu espírito mau. Sem entender o animal que era você. A tudo vi. Agora novamente entre nós, revelo o que não lembras mais e o que não percebeu. Aquelas coisas que corriam ao teu redor, planejadas por nossa mãe abaixo do meu nariz. Agora te conto... Dez anos contados após s...

folhas que voam

Nossos olhos se tocam sem que me veja, Sou o céu e o ar. A seiva em suas veias tem meu nome. Minhas mãos são o vazio em que pisam seus pés. As montanhas e morros, Colinas e serras, Campos selvagens e domesticados serão nossos Quando em seus olhos cair o véu. São suas as vestes etéreas, Tecidas pelos gigantes da vida. Pelos deuses dos animais E das plantas também. Grandes arvores a saúdam, Acompanham as pequenas Seu caminho no mar da paz, Na rota do meu coração, Seu trono sagrado. Um olho te espia entre as nuvens, Como num sonho, Olha em resposta como o abismo. Entorpecem os sentidos. Repousa calma no peito do amado, Uma folha que flutua.