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Mostrando postagens de setembro, 2018

doce submissão

Lembro do dia que viajei de onibus e aquelas mãos me tocaram pela primeira vez. Meus dedos, como se controlados por outro alguém, corriam por meus antebraços fazendo carinho. Riscavam tatuagens em mim. - sinto tanta saudade. - Ela me falou usando docemente minha própria voz. E era tão agradável ouvir, que pedi a mim mesma para que continuasse a falar. Os pensamentos corriam duvidosos do que acontecia. - Se sou eu ou apenas você, pouco importa agora. Deixa que o amor te liberte. Então beijei minha própria boca. A lingua corria gostosamente pelo meu céu, sentindo seu gosto estrangeiro.. Nós de mãos dadas e a voz estrangeira repetia... - Que saudade. - Não tenha medo, pode falar por mim. Do lado de fora, o onibus corria por paisagens de montanha. O céu mostrava o fim da tarde. - Dá sua mão aqui. -Alguma de nós disse a coçar o nariz. Que nem um cachorrinho. E foi subindo. Ondas de carinho desenhavam círculos em nossos olhos fechados. Até meu coração pude sentir, entregue ...